Elétricos

Regra brasileira de homologação reduz potência declarada do híbrido plug-in da Jaecoo

há 2h

Fonte: Quatro Rodas
O SUV Jaecoo 7 2027, versão híbrida plug-in da marca chinesa, terá números de desempenho bem diferentes dos anunciados originalmente quando chegar ao mercado nacional. Segundo apuração da Quatro Rodas, o modelo passa de 339 cv e 52 kgfm para 279 cv e 37 kgfm no Brasil, uma queda de 60 cv, mesmo sem qualquer alteração mecânica no conjunto motor-elétrico. A explicação para essa diferença está na metodologia de cálculo aplicada por aqui. Fabricantes costumam divulgar a potência combinada de sistemas híbridos plug-in somando de forma simples os valores máximos do motor a combustão e do motor elétrico, um método comum em mercados como China e Europa. No Brasil, porém, os órgãos de homologação seguem critérios técnicos próprios, que consideram a entrega real e simultânea de potência dos dois sistemas, resultando em números mais conservadores e, segundo especialistas do setor, mais próximos da performance efetiva do veículo em uso. Esse tipo de discrepância não é exclusividade da Jaecoo. Outras marcas que trazem híbridos plug-in ao país já enfrentaram situação parecida, gerando certa confusão entre consumidores acostumados com as fichas técnicas internacionais. A prática reforça a importância de observar os dados homologados localmente antes de comparar desempenho entre modelos concorrentes. Para a Jaecoo, marca que estreou recentemente no Brasil como braço de eletrificação do grupo Chery, o episódio evidencia os desafios de adaptação de produtos globais às normas regulatórias brasileiras — um processo que impacta diretamente a percepção de potência e torque anunciada ao público, ainda que a engenharia do veículo permaneça inalterada.
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