Elétricos

Alpine reinventa o A110 com engenharia elétrica que preserva DNA esportivo

há 2h

Fonte: Quatro Rodas
A Alpine confirmou que a nova geração do A110 chegará em versão elétrica utilizando uma plataforma desenvolvida especificamente para o modelo, com o objetivo de driblar um dos maiores desafios da eletrificação em carros esportivos: o ganho de peso provocado pelas baterias. Para isso, a marca francesa optou por dividir o conjunto de baterias em duas partes, distribuindo a massa pelo chassi de forma a recriar a sensação de dirigibilidade de um esportivo com motor central — configuração que consagrou o A110 original como um dos carros mais equilibrados de sua categoria. A estratégia de fracionar as baterias não é trivial: geralmente, os elétricos concentram as células em um único bloco no assoalho, o que facilita a produção, mas pode comprometer o equilíbrico dinâmico em veículos leves e ágeis como os esportivos compactos. Ao segmentar essa estrutura, a Alpine busca manter a agilidade nas curvas e a resposta rápida que fizeram do A110 um ícone entre os apaixonados por carros leves, na linha de rivais como Porsche 718 e Lotus Emira. Outro ponto de destaque é que, mesmo investindo pesado na versão eletrificada, a montadora não descarta a hipótese de manter uma variante com motor a combustão no futuro, sinalizando uma transição mais cautelosa do que a de outras marcas que já cravaram data para o fim total dos motores térmicos. Essa dualidade reflete um momento de transição no mercado automotivo global, em que fabricantes de esportivos tentam equilibrar as exigências ambientais com a preservação da experiência sensorial que sempre definiu esse tipo de carro. Detalhes sobre autonomia, potência e preço ainda não foram revelados pela marca.
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