Elétricos
GWM Ora 5 ou BYD Dolphin SE: qual elétrico vale mais por menos de R$ 160 mil?
há 1h

Foto: Divulgação/GWM
Fonte: GWM e BYDA GWM chegou ao mercado brasileiro de elétricos com o Ora 5, seu primeiro SUV 100% elétrico por aqui, vendido a partir de R$ 159.000. O modelo traz motor de 204 cv e 260 Nm de torque, saindo de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, e usa uma bateria de íons de lítio LFP de 58,3 kWh, com autonomia de 349 km no ciclo Inmetro e até 435 km no ciclo WLTP. A recarga rápida em corrente contínua, em carregadores de até 120 kW, leva o pacote de 30% a 80% em cerca de 20 minutos. Do outro lado dessa disputa está o BYD Dolphin SE, versão recém-lançada (abril de 2026) do hatch elétrico mais vendido da BYD no Brasil, com visual renovado e preço sugerido de R$ 159.990 — praticamente empatado com o Ora 5. O Dolphin SE tem motor de 177 cv e 290 Nm de torque, acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e usa uma bateria de 45,12 kWh, com autonomia de 272 km no ciclo Inmetro.
Colocando os números lado a lado, o Ora 5 leva vantagem em quase toda a ficha técnica por um preço praticamente igual: mais potência (204 cv contra 177 cv), mais torque, mais autonomia (349 km contra 272 km no Inmetro) e uma bateria bem maior (58,3 kWh contra 45,12 kWh). O SUV da GWM ainda vem com teto panorâmico com cortina elétrica, porta-malas de abertura elétrica, painel digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 14,6 polegadas, ar-condicionado automático com filtro N95 e bancos dianteiros aquecidos. O Dolphin SE compensa em outros pontos: painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia flutuante de 12,8 polegadas com assistente de voz Google integrado, carregador de celular sem fio de 50 W, câmbio reposicionado para a coluna de direção, rodas de 17 polegadas e estepe de série, além de um pacote de assistências à condução (ADAS) de nível 2. É um equipamento completo para um hatch compacto, mas não chega a compensar a diferença de autonomia e potência para o Ora 5 no papel.
O que o Dolphin SE tem a seu favor é o que não aparece na ficha técnica: a BYD já é a marca mais vendida de elétricos no Brasil, com uma rede de concessionárias e pós-venda muito mais consolidada que a GWM, que ainda está construindo sua presença no país com o Ora 5 como primeiro SUV 100% elétrico da marca por aqui. Para quem valoriza carroceria maior e ficha técnica mais robusta, o Ora 5 parece a escolha mais racional pelo mesmo dinheiro; para quem prioriza a praticidade do hatch e a segurança de comprar de uma marca já testada em volume no Brasil, o Dolphin SE segue como opção sólida.
Na nossa leitura, essa comparação específica pende para o Ora 5 em número frio — mais autonomia e mais potência pelo mesmo preço é difícil de ignorar. Mas decisão de compra de carro elétrico não é só planilha: rede de assistência, histórico da marca no Brasil e até a carroceria que combina com sua rotina pesam tanto quanto ficha técnica. De um jeito ou de outro, ver a BYD lançar uma versão renovada bem no mesmo patamar de preço do lançamento da GWM mostra como a disputa do elétrico de entrada no Brasil está cada vez mais apertada.
E você, qual dos dois levaria?
GWMBYDComparativoElétrico
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