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Programa federal amplia financiamento verde para categoria: seminovos elétricos e híbridos entram na lista

Redação Portal Carro Eletrificado · há 11h

Fonte: Quatro Rodas
O governo federal ampliou as regras do Move Brasil, iniciativa voltada à renovação da frota usada por profissionais do volante, para permitir que taxistas e motoristas de aplicativos financiem veículos seminovos com motorização elétrica ou híbrida flex. A liberação de crédito vale para modelos fabricados a partir de 2024, ampliando o universo de opções que antes ficava restrito, em boa parte, a carros zero-quilômetro ou a veículos com motorização convencional. A medida chega em um momento em que a eletrificação no Brasil ainda enfrenta o obstáculo do preço de entrada elevado, especialmente para quem depende do carro como ferramenta de trabalho. Motoristas de aplicativo e taxistas costumam rodar distâncias muito maiores que o motorista comum, o que torna a conta de combustível um dos itens mais sensíveis do orçamento — e é justamente aí que carros elétricos e híbridos mostram vantagem, com custo por quilômetro rodado significativamente menor. Ao permitir a compra de seminovos, o programa reduz a barreira financeira que normalmente afasta esse público da eletrificação, já que um carro usado sai mais barato que um zero-quilômetro equivalente. A iniciativa também dialoga com movimentos recentes de montadoras que vêm lançando híbridos flex — tecnologia que combina motor a combustão adaptado a etanol e gasolina com um sistema elétrico — justamente pensando no perfil de uso intenso e na infraestrutura de abastecimento ainda limitada para elétricos puros em muitas cidades brasileiras. Na prática, essa abertura de crédito para seminovos pode se tornar um dos movimentos mais relevantes para acelerar a eletrificação da frota de trabalho no país, um segmento historicamente decisivo para a renovação de qualquer categoria de veículo no Brasil — basta lembrar como táxis e frotas comerciais ajudaram a popularizar motores flex e, mais recentemente, a demanda por carros de aplicativo turbinou vendas de determinados modelos compactos. Ao mirar quem roda mais quilômetros por dia, o governo aposta em um público que amplifica o impacto ambiental e econômico da eletrificação de forma mais rápida do que o consumidor comum, que troca de carro com menos frequência. Para as montadoras, é um incentivo indireto a ampliar a oferta de híbridos flex de entrada, um nicho ainda pouco explorado no Brasil se comparado a mercados como Europa e China. Já para o motorista profissional, a medida representa uma chance concreta de reduzir custos operacionais sem esperar anos até que elétricos zero-quilômetro fiquem mais acessíveis — mas o sucesso do programa vai depender de detalhes que ainda não foram divulgados, como taxas de juros, prazos de financiamento e a real disponibilidade desses seminovos no mercado nacional, que segue com oferta limitada de elétricos e híbridos usados por ser um segmento recente no país.
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