Elétricos
Hipercarro britânico usa ventoinhas para colar no asfalto e chega à produção por US$ 1,3 milhão
ontem
A fabricante britânica McMurtry apresentou a versão definitiva de produção do seu hipercarro elétrico Spéirling, um projeto que chama atenção pela engenharia pouco convencional: o carro conta com grandes ventiladores instalados sob a carroceria, criando um efeito de sucção que praticamente cola o veículo ao solo. Essa tecnologia, batizada de 'ground effect' ativo, permite níveis de aderência tão elevados que, segundo a montadora, o modelo já quebrou recordes em pistas por onde passou. Conforme os dados divulgados, a unidade de produção será vendida por US$ 1,3 milhão, posicionando o Spéirling no seleto grupo de hipercarros de baixíssima escala destinados a colecionadores e entusiastas de performance extrema.
O conceito de usar ventiladores para gerar pressão negativa e aumentar a aderência não é inteiramente novo — remete a experimentos históricos do automobilismo, como carros de corrida que buscavam maximizar a força de contato com o asfalto sem depender apenas de aerodinâmica passiva, como aerofólios e difusores. A diferença é que a McMurtry aplicou esse princípio a um veículo elétrico de rua (ou pista), unindo eletrificação e efeito solo ativo em um único pacote radical.
O mercado de hipercarros elétricos vem crescendo como vitrine tecnológica para fabricantes menores, que aproveitam a ausência de motores a combustão para explorar soluções de engenharia mais agressivas, já que o powertrain elétrico oferece resposta instantânea de torque e menos limitações de empacotamento. Marcas como Rimac e Pininfarina já exploraram esse nicho, mas a proposta da McMurtry se destaca justamente pelo uso do efeito solo criado por ventoinhas como diferencial de desempenho, um recurso raro até mesmo entre supercarros tradicionais.
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