Elétricos

Estudo derruba mito sobre vida útil das baterias em elétricos usados

há 2h

Fonte: Quatro Rodas
Um dos principais receios de quem pensa em comprar um elétrico seminovo é a perda de capacidade da bateria ao longo do tempo. Levantamentos baseados em telemetria de veículos em uso real indicam que essa preocupação pode estar superestimada: segundo os dados apurados, o desgaste médio das células fica em torno de 2% ao ano, um índice bem menor do que muitos consumidores imaginam ao avaliar um automóvel com alguns anos de rodagem. Esse número, quando projetado, sugere que uma bateria pode manter a maior parte de sua capacidade original mesmo depois de uma década de uso, desmontando a ideia de que trocar o conjunto de células seria uma necessidade quase certa em poucos anos. Vale lembrar que a expectativa de vida útil de baterias automotivas é influenciada por fatores como frequência de recargas rápidas, exposição a temperaturas extremas e hábitos de condução, elementos que continuam sendo pontos de atenção para quem avalia um usado, mesmo com a taxa de degradação mais branda do que se supunha. O mercado de elétricos usados no Brasil ainda é incipiente, mas tende a crescer à medida que a frota nacional desses veículos se expande e os primeiros lotes começam a circular há tempo suficiente para chegar à revenda. Informações como essa, vindas de telemetria real e não apenas de estimativas de laboratório, ajudam a dar mais segurança a compradores e podem influenciar diretamente a precificação e a valorização desses carros no mercado secundário, aproximando o comportamento de compra do que já é comum na aquisição de veículos a combustão.
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