Lançamento

Chery aposta em SUV de sete lugares com até 428 cv para disputar espaço com o Commander

Redação Portal Carro Eletrificado · há 1h

Fonte: Quatro Rodas
A Caoa Chery colocou à venda no mercado brasileiro o Tiggo 9, seu SUV mais robusto até agora, posicionado como modelo de entrada premium da marca. O veículo chega com configuração de sete lugares, tração integral e duas opções de motorização, sendo a mais potente capaz de entregar até 428 cv. O preço de lançamento parte de R$ 249.990, valor que já inclui um pacote extenso de equipamentos de série, segundo informado pela fabricante. A proposta do SUV é justamente rivalizar diretamente com o Jeep Commander, um dos nomes mais estabelecidos nessa categoria de SUVs grandes e com três fileiras de bancos no país. Esse movimento da Caoa Chery reforça uma tendência que vem se consolidando no mercado brasileiro nos últimos anos: a chegada de marcas chinesas com produtos cada vez mais sofisticados, disputando segmentos que antes eram dominados quase exclusivamente por fabricantes tradicionais ocidentais e japonesas. SUVs de sete lugares são particularmente estratégicos porque atendem famílias maiores e ainda carregam um apelo de status, já que costumam ocupar faixas de preço mais elevadas dentro do portfólio das marcas. Ao optar por tração integral e uma versão de alta performance, a Chery sinaliza que não quer brigar apenas pelo preço, mas também pela percepção de robustez e sofisticação mecânica, características historicamente associadas a rivais como o próprio Commander, além de nomes como Hyundai Santa Fe e Toyota SW4 em configurações mais completas. Na prática, o lançamento do Tiggo 9 escancara uma mudança de postura das marcas chinesas no Brasil: não basta mais oferecer carros baratos e bem equipados, é preciso também investir em desempenho e em características técnicas que dialoguem com o público que já está acostumado a SUVs grandes a combustão com boa entrega de potência. A aposta em uma versão de até 428 cv é um recado direto aos consumidores que associam carros chineses apenas a eletrificação ou economia, mostrando que a marca também quer transitar pelo terreno do desempenho. Para o consumidor, isso amplia as opções dentro de uma faixa de preço que, mesmo alta para os padrões nacionais, ainda tende a ficar abaixo do que se paga por concorrentes consolidados em configurações semelhantes. Resta saber se a rede de assistência, a reputação de confiabilidade a longo prazo e a manutenção da marca no Brasil serão fatores decisivos o bastante para convencer o público a trocar nomes já tradicionais por essa nova alternativa. De qualquer forma, o Tiggo 9 é mais um capítulo da ofensiva chinesa no mercado brasileiro, que já não se limita a hatches e SUVs compactos, mas avança agora para o segmento mais disputado e lucrativo dos utilitários esportivos de grande porte.
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